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Hapvida encerra 4T25 com crescimento de receita líquida e avanço na agenda de transformação operacional

Diego Rodríguez VelázquezBy Diego Rodríguez Velázquezmarço 30, 20264 Mins Read
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Para 2026, empresa está centrada em previsibilidade assistencial, aumento de produtividade da rede própria, disciplina de capital, melhoria da experiência do cliente e maior consistência comercial  

A Hapvida encerrou 2025 com crescimento de receita, manutenção de disciplina financeira e avanços relevantes em sua agenda de transformação operacional. Ao mesmo tempo, o 4T25 refletiu pressões importantes no curto prazo, sobretudo em sinistralidade e dinâmica comercial, especialmente nas regiões menos maduras, a exemplo do Sudeste, e mais competitivas. Nesse contexto, a companhia inicia 2026 com foco redobrado em execução, produtividade, experiência do cliente e retomada gradual de indicadores operacionais. 

“Apesar dos resultados pressionados, avançamos de forma consistente na qualidade assistencial. Agora, nossa prioridade é acelerar correções com disciplina e foco na execução”, introduziu Jorge Pinheiro, CEO da Hapvida, na manhã desta quinta-feira (19), durante webcast de divulgação de resultados. 

No ano, a empresa registrou receita líquida de R$ 30,9 bilhões, crescimento de 6,6% em relação a 2024, e EBITDA ajustado de R$ 3,3 bilhões. No quarto trimestre, a receita líquida foi de R$ 7,9 bilhões, alta de 5,9% na comparação anual, com EBITDA ajustado de R$ 713,8 milhões e margem de 9,0%. A alavancagem encerrou o período em 1,3x EBITDA, mantendo-se em patamar controlado. 

A base de beneficiários apresentou redução líquida na carteira de saúde no trimestre, concentrada em praças mais competitivas, parcialmente compensada pelo crescimento consistente dos planos odontológicos, que totalizaram 7,13 milhões de beneficiários, com adição líquida de 23 mil vidas no período.  

O movimento reforça a prioridade de recalibrar portfólio, retenção, canais e execução comercial em determinadas regiões, sem abrir mão de disciplina de preço e sustentabilidade no longo prazo. No período, o ticket médio dos planos de saúde atingiu R$ 301,40 por mês, com crescimento de 6,6% na comparação anual. 

Na ocasião, o executivo reforçou o compromisso da empresa com sustentabilidade e qualidade. “Em um ambiente competitivo mais acirrado, não vamos entrar em uma guerra de preços que destrói valor”, frisou. 

A sinistralidade caixa do 4T25 atingiu 75,5%, pressionada pelo aumento da frequência de utilização, pela defasagem natural da rede credenciada, pelo ramp-up de unidades próprias abertas recentemente e por uma sazonalidade menos favorável do que a histórica. Esses fatores ajudam a explicar a distância entre os avanços assistenciais observados ao longo do ano e o resultado financeiro do período. 

Futuro CEO  

Jorge Pinheiro destacou os pilares que vêm orientando a transição da liderança da empresa, marcada pela preparação de Luccas Adib, vice-presidente de Finanças e Tecnologia, para assumir o posto de CEO da Hapvida. Jorge continuará no conselho de administração e, como disse na call, “confiante na evolução da companhia e na entrega de um próximo ciclo mais forte”. 

De acordo com Luccas Adib, a agenda de 2026 está centrada em previsibilidade assistencial, aumento de produtividade da rede própria, disciplina de capital e maior consistência comercial. Mais do que prometer uma inflexão imediata, a companhia entra no ano com o compromisso de executar essas frentes com disciplina e acompanhar a evolução de seus indicadores com transparência. 

Beneficiários no centro das decisões  

Ao longo de 2025, a Hapvida acelerou a expansão de sua rede própria, que passou a contar com 832 unidades entre hospitais, prontos atendimentos, clínicas e estruturas de diagnóstico. No período, foram adicionados cerca de 900 leitos e 26 unidades ambulatoriais, reforçando capacidade assistencial, acesso e resolutividade. Trata-se de um ciclo relevante de investimento, cujos ganhos de produtividade e diluição dependem da maturação dessas unidades e da evolução de ocupação ao longo dos próximos períodos. 

“O beneficiário segue no centro das nossas decisões e orienta uma nova fase da companhia, focada em simplificação organizacional e transformação tecnológica”, afirmou Luccas.  

A companhia avançou também na agenda de qualidade assistencial e regulatória. A redução de 42,6% no volume de Notificações de Intermediação Preliminar (NIPs), combinada com a melhora nos indicadores regulatórios da ANS, incluindo evolução relevante da NDI em São Paulo ao longo do ano, reflete o aprimoramento gradual de processos internos, fluxos assistenciais e experiência dos beneficiários. 

Nova gestão, novo momento 

A Hapvida também intensificou o uso de tecnologia e análise de dados na gestão assistencial, com revisão de protocolos, reforço de auditorias e ampliação do uso de inteligência analítica.  

“Nosso plano de retomada é direto: melhorar a experiência do cliente, ganhar eficiência operacional e reforçar tecnologia e controles, sempre com qualidade inegociável, austeridade de custos e decisões orientadas por dados. O objetivo é voltar a crescer com racionalidade, recuperar margens e proteger o caixa com disciplina”, argumentou Adib. 

O gestor destacou o profundo respeito que nutre pela companhia e acrescentou. “Não se trata de reinventar o modelo, mas de executar melhor, com organização mais ágil, cultura tecnológica e foco contínuo em eficiência e qualidade para sustentar o próximo ciclo de crescimento”, complementou.

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