Segundo Paulo Roberto Gomes Fernandes, executivo da empresa Liderroll Indústria e Comércio de Suportes, o projeto de substituição do trecho submerso da Linha 5 por um túnel de sete quilômetros sob o leito do Lago Michigan representa um dos maiores desafios de engenharia de dutos da década.
Com o objetivo de eliminar o risco de vazamentos catastróficos (após incidentes com âncoras em uma tubulação de 70 anos), a operadora canadense Enbridge avançou no licenciamento e na definição dos métodos construtivos. A tecnologia de roletes motrizes patenteada pela Liderroll é a única solução viável para o perfil acidentado do túnel, que apresenta declives e aclives acentuados a 170 metros de profundidade.
Por que o método de tração convencional (cabo de aço) é inviável?
A proposta inicial de puxar o oleoduto de 30 polegadas com cabos de aço enfrenta críticas técnicas severas. Para Paulo Roberto Gomes Fernandes, executivo da empresa Liderroll Indústria e Comércio de Suportes, a geometria em “U” do túnel (com uma descida íngreme seguida de uma subida pesada) torna esse método praticamente impossível devido a:
- Falta de controle de tração: em descidas acentuadas, a coluna de dutos exige freios dinâmicos e controle preciso para evitar o efeito dominó;
- Atrito e pressão: com 7 km de extensão e pressão hidrostática de até 17 bar, qualquer erro no posicionamento pode comprometer o revestimento do duto;
- Experiência do GASTAU: A Liderroll já provou a eficácia de sua técnica no Brasil, antecipando em dois meses o lançamento de uma linha de 28 polegadas sob a Serra do Mar, em um túnel de 5 km.

A Liderroll é referência técnica nas audiências de Michigan
A tecnologia brasileira foi utilizada como base técnica pela Enbridge em suas apresentações para o governo de Michigan e a sociedade local. Vídeos e relatórios detalhando o sucesso dos túneis GASDUC III e GASTAU (hoje operados pela NTS) serviram para convencer as autoridades sobre a segurança da obra.
De acordo com Paulo Roberto Gomes Fernandes, executivo da empresa Liderroll Indústria e Comércio de Suportes, embora a Enbridge tenha estudado outras concepções, os riscos técnicos documentados pela Liderroll reforçam que a metodologia de roletes motrizes é o estado da arte para garantir uma construção sem acidentes e uma operação de longo prazo.
O papel das construtoras e o licenciamento emergencial
O cronograma do projeto foi acelerado devido a ordens de emergência energética, antecipando a decisão final de licenciamento para o início de 2026. A Enbridge delegará à construtora vencedora a escolha dos subempreiteiros e das tecnologias de lançamento. Conforme explica Paulo Roberto Gomes Fernandes, executivo da empresa Liderroll Indústria e Comércio de Suportes, além do novo duto de 30 polegadas, o túnel de 5 metros de diâmetro terá espaço para outras utilidades, aumentando a eficiência da infraestrutura.
Perspectiva para 2026: Segurança energética e tecnologia verde-amarela
A Liderroll enviou alertas técnicos diretamente ao alto escalão da Enbridge, destacando a necessidade de um projeto conceitual robusto que evite danos ambientais e operacionais. Paulo Roberto Gomes Fernandes, executivo da empresa Liderroll Indústria e Comércio de Suportes, resume que a ética profissional e a excelência técnica brasileira prevalecerão na escolha final do método de montagem.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez
