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Brasil é eliminado pela Noruega na Copa do Mundo 2026: o que explica a queda precoce

Diego Rodríguez VelázquezPor Diego Rodríguez Velázquezjulho 8, 20265 Mins de leitura
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Brasil é eliminado pela Noruega na Copa do Mundo 2026: o que explica a queda precoce
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Gols de Erling Haaland decidem o confronto nas oitavas de final e deixam a Seleção com a pior campanha em Mundiais desde 1990.

A passagem do Brasil pela Copa do Mundo de 2026 terminou de forma abrupta neste domingo, dia 5 de julho. Em Nova Jersey, a equipe comandada por Carlo Ancelotti perdeu por 2 a 1 para a Noruega no Metlife Stadium e se despediu do torneio nas oitavas de final. Erling Haaland marcou os dois gols que garantiram a classificação norueguesa, aos 79 e 90 minutos, enquanto Neymar descontou de pênalti já nos acréscimos. O resultado pegou boa parte da torcida de surpresa: o Brasil entrava em campo como favorito, com 54,3% de chance de vitória segundo dados da SportRadar, fornecedora oficial de estatísticas da Fifa. CNN Brasil + 2

A dúvida que fica para o torcedor é simples de formular e difícil de responder: como uma seleção favorita perdeu justamente na fase em que era esperada uma vitória tranquila? Para entender o resultado, vale reconstruir o desenrolar da partida, analisar os motivos táticos por trás do tropeço e mapear o que acontece a partir de agora no restante do Mundial.

Como foi o jogo entre Brasil e Noruega

O primeiro tempo foi de muita tensão e poucos gols. O Brasil teve a chance mais clara para abrir o placar logo na etapa inicial, quando um pênalti foi assinalado a favor da equipe. Bruno Guimarães assumiu a cobrança, mas o goleiro norueguês Orjan Nyland defendeu, em uma das grandes atuações do jogo. A resposta da Noruega veio em seguida: aos 30 minutos, o jovem Schjelderup arriscou um bom chute que exigiu grande defesa de Alisson. Pouco depois, em nova jogada aérea, Odegaard bateu rasteiro após sobra de bola e voltou a ser travado pelo goleiro brasileiro. O placar seguiu zerado até o intervalo, com as duas equipes desperdiçando oportunidades importantes. Forbes Brasil

No segundo tempo, Ancelotti mexeu na equipe para tentar destravar o marcador. Endrick entrou aos 12 minutos no lugar de Matheus Cunha e quase marcou logo na sequência, após passe de Vini Jr., mas a bola saiu à direita do gol. O Brasil cresceu no jogo, teve outra chance clara com Bruno Guimarães (anulada por impedimento) e pressionou a saída norueguesa. A resistência, porém, ruiu na reta final: aos 34 minutos, Haaland cabeceou sem chances para Alisson após cruzamento pela esquerda; nos acréscimos, o atacante recebeu com espaço e bateu cruzado para fechar a conta. Neymar ainda cobrou pênalti para diminuir, mas não houve tempo para mais.

Os motivos por trás da eliminação precoce

Do ponto de vista tático, a eliminação tem explicação em detalhes específicos, não em uma atuação ruim como um todo. O desperdício do pênalti no primeiro tempo pesou diretamente no resultado final, já que um gol naquele momento poderia ter mudado a dinâmica da partida e obrigado a Noruega a se expor mais. Some se a isso a fragilidade brasileira em bolas aéreas: os dois gols de Haaland nasceram de cruzamentos pela lateral, um problema que já havia aparecido em momentos anteriores da campanha e que a equipe não conseguiu corrigir a tempo.

Há também um fator histórico que ajuda a explicar a resistência norueguesa. A Noruega era a única seleção que o Brasil nunca havia vencido em toda a sua história, somando duas derrotas e dois empates nos quatro confrontos oficiais anteriores ao Mundial. A fase de grupos, por sua vez, já havia mostrado sinais de irregularidade: o Brasil empatou em 1 a 1 com Marrocos na estreia, goleou o Haiti por 3 a 0 na sequência e precisou buscar a virada contra o Japão nas oitavas, com gols de Casemiro e Martinelli nos minutos finais. Ou seja, a queda para a Noruega não surge isolada, mas como o desfecho de uma campanha que oscilou do início ao fim, sustentada mais pela individualidade dos jogadores do que por um funcionamento coletivo estável. Forbes BrasilForbes Brasil

Repercussão e o que vem a seguir na Copa

A eliminação repercutiu imediatamente entre ex-jogadores e comentaristas brasileiros, com discussões sobre responsabilidades táticas e escolhas de escalação. No mesmo dia, outra referência do futebol mundial também se despediu do torneio: Portugal caiu diante da Espanha por 1 a 0, gol de Mikel Merino, no que pode ter sido a última Copa do Mundo de Cristiano Ronaldo, que preferiu não comentar seu futuro na seleção logo após a partida. Do lado da Argentina, o técnico Lionel Scaloni comentou a queda brasileira e chegou a citar o nome de Endrick ao repercutir o resultado.

Com a eliminação, a Seleção chega ao maior período sem títulos de Copa do Mundo de sua história: em 2030 serão 28 anos desde o pentacampeonato de 2002, um jejum equivalente ao intervalo entre 1930 e 1958. Enquanto o Brasil arruma as malas, o torneio segue: a Noruega aguarda o vencedor de México x Inglaterra para a definição de seu próximo adversário, com o jogo das quartas de final marcado para o sábado, dia 11 de julho, em Miami. As semifinais estão previstas para o dia 15 de julho, em Atlanta, e a decisão acontece no dia 19, no Metlife Stadium. CNN BrasilCNN Brasil

A eliminação nas oitavas reabre um debate recorrente sobre o momento do futebol brasileiro, mas também aponta para um caminho já sinalizado pela comissão técnica: o de tratar a derrota como ponto de partida, e não como capítulo final, de um novo ciclo que já começa a ser desenhado internamente na CBF.

Fontes: CNN Brasil | Forbes Brasil | Olympics.com

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